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28 de setembro de 2011

Aconteceu, virou Manchete!

Olá;
Esse título aí de cima era o slogan da falecida revista Manchete, da também falecida Editora Bloch, que possuía a também falecida TV Manchete (1983 - 1999), que virou depois essa neoescatológica Rede TV! que (não) vemos hoje em dia.
A TV
Manchete, em seus dezesseis anos de existência, começou muito bem por sinal, e se dizia interessada em alcançar o público A e B dos telespectadores, só que ao mesmo tempo em que ela fazia programas maravilhosos, como o “Bar Academia”, a novela “Pantanal” e os seus noticiários; criava verdadeiros monstros de mídia como a dona Xuxa e dona Angélica, e também fazia muitas cópias fajutas de programas globais, como o Programa de Domingo que era descaradamente igual ao Fantástico não só no horário, mas em seu conteúdo de qualidade duvidosa.
Mas e o Kiko? Daí é que a produção desse tal programa de Domingo foi um dia parar lá no Supremo Conselho do Grau 33 da Maçonaria para fazer uma matéria sobre a mesma. Os repórteres chegaram num dia qualquer da semana e entrevistou uma pá de gente lá do Supremo do Grau 33, principalmente o seu Soberano Grande Comendador na época, Alberto Mansur, que por tabela fez a oportuna propaganda da ODM, levando o repórter pessoalmente lá no nosso “megasuperhíperbagunçado” (somente para quem de fora observava, para gente estava organizado sim, e muito) escritório. Nisso não sei como saiu a idéia de filmarem a gente entrando ritualisticamente (com capa e tudo) e o repórter entrevistaria o nosso Mestre Conselheiro que explicaria o que era a ODM e coisa e tal...
Ficou então marcado a tal gravação para o dia seguinte, e uma verdadeira tática de guerrilha foi utilizada entre a gente do Capítulo Zero Um para que todos estivessem lá no Capítulo no dia seguinte, se não me engano uma quinta-feira, à tardinha, quase noite, para gravarmos a tal entrada de oficiais e a entrevista, com extremo cuidado de não vazar a notícia para o Tio Wilton Cunha e o Carlos Henrique Monjardim, pois se o Tio Cunha soubesse disso sabíamos o que iria acontecer, pensávamos, todos iam para o escanteio e não apareceríamos na tv. Quem “pipocou” logo de cara foi justamente o nosso Mestre Cons. Jerônymo, mentor intelectual e articulador da manobra, que não sei porque disse que não poderia ir, mas deixou um outro irmão mais cara de pau ainda para bancar o Mestre Cons. e dar a entrevista (conhecido nos meios técnicos como dublê). Estávamos todos lá na hora, assim como a produção da reportagem e o Carlos Monjardim não soube mesmo, pois ele nem foi de terno naquele dia, e logo que entardeceu caiu fora resmungando de que não foi convidado, e o Tio Wilton Cunha ficou furibundaço da vida por que ele achava que só o Monjardim estaria preparado para ser entrevistado. Para a gente isso foi um golaço de placa!
Agora vem o mais engraçado, para não dizer o contrário. Enquanto entrávamos e saíamos umas tantas vezes (tinha que sair bacana na edição) e o mano era entrevistado como Mestre Cons. do Capítulo (aliás, honra seja feita, nisso o Tio Cunha tinha toda a razão, o Carlos Monjardim teria mais competência, naturalidade e desembaraço para ser entrevistado do qu equalquer um de nós), as fileiras de cadeiras estavam cheias, repletas, entupidas, lotadas (queria mais sinônimos para escrever...) de cabo a rabo de Tios maçons Membros Efetivos do Supremo do Grau 33 e que pertenciam ao quadro do nosso Conselho Consultivo (no início do funcionamento do nosso Capítulo e durante um bom tempo, os membros do nosso Conselho Consultivo tinham que ser obrigatoriamente Membros Efetivos do Supremo do Grau 33, mas desde uns tempos para cá, acredito que ainda, só o presidente do Conselho Consultivo necessita ser um Membro Efetivo do 33), todos com as suas reluzentes comendas, assim como mais alguns “arrozes de festa” e “papagaios de pirata”. Afirmo sem medo de errar que foi a única vez em que todo o Supremo Conselho do Grau 33 e adjacências esteve presente a uma reunião DM do Capítulo Zero Um que eles mesmos patrocinam. Aliás, reunião que nem aconteceu... Pois é meus Manos/sobrinhos e amiga(o)s, a vaidade chegou a sua quinta-essência naquele dia, digo, noite. Imagino eu se fosse de fato para o Fantástico...
É uma pena que naquele tempo, o videocassete ainda era um brinquedinho muito caro para nós pobres proletários hiperinflacionados. Apareci na TV de capa e tudo num Programa de Domingo. A família ficou todinha orgulhosa e meu pai tirou um baita sarro da minha cara por mais de um mês. A entrevista com o mano que substituiu o Jerônymo (não me recordo e me recuso a recordar o seu nome) foi um simplemente um lixo.
Mas aquilo tudo lá no fundo foi muito divertido mesmo, pra caramba...

Um comentário:

disse...

Com mil colares fakes!! Sacou do fundaço do baú!!!! Se me lembro, essa "reunião" foi num dia de semana, à noite. NÃO CONSIGO LEMBRAR quem bancou o Jeronymo! Foi o Darcy, o Serrão?